quarta-feira, 6 de agosto de 2008

News: Artigo, Palestra, Cultura, Cursos (Agosto/2008)

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Agosto/2008
Ivan, há quanto tempo você não joga em quadra?

Você deve estar imaginando que eu vou escrever sobre os Jogos Olímpicos de Beijing, certo? Bem, até poderia ser, mas, o jogo aqui é outro. Neste jogo os atletas somos eu e você. Percebo também que para a maioria desses jogadores o empate é o melhor resultado. Afinal, é melhor empatar do que perder. Será?

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Escola de Samba no universo corporativo - como sua estrutura e conceitos motivam e geram resultados.
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Data: 27/08/08 (quarta-feira)

Comunicação escrita para o trabalho - Devido aos avanços da tecnologia e o modo integrado como as empresas trabalham hoje, a troca de mensagens escritas é uma importante atividade para a maioria dos profissionais. Muitos, porém, têm dificuldades para redigir textos objetivos, claros e bem estruturados. Saiba mais!
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Tema do próximo encontro: Qual a importância de outras formações e conhecimentos específicos para um Coach?
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Data: 20/08/08 (quarta-feira)

Como escrever artigos, livros e publicá-los - início: 16/08/08
Técnicas teatrais para comunicação em público - início: 23/08/08
Como concretizar metas - início: 25/08/08
Como se comunicar melhor e com naturalidade - início: 26/08/08
Como planejar e apresentar sua Palestra - São Paulo - início: 13/09/08
Como planejar e apresentar sua Palestra - Belo Horizonte - início: 20/09/08
Comunicação escrita para o trabalho - início: 26/09/08
Empreendedorismo para Palestrantes - Extensivo - início: 27/09/08
Empreendedorismo para Palestrantes - Intensivo - início: 15/11/08

Você não leva seus projetos a diante?
Leia o artigo de Edmar Oneda publicado no portal iTodas/UOL.
Decisões movidas pela emoção costumam morrer na praia. Se você não consegue tocar seus projetos, talvez precise de um coach...
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Dica de Filme

Cartas de Iwo Jima (2006) é um filme sobre os heróicos soldados japoneses que defenderam seu país sob o comando de um homem visionário e corajoso. Décadas depois, centenas de cartas destes soldados são retiradas do solo e nelas estão descritas suas histórias de vida, sacrifício, fé e compaixão.

"Você não pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas você pode começar agora e fazer um novo fim." Chico Xavier

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Investir em recursos humanos gera valor à empresa

Para quem está interessado em efetuar medições em RH esses fatores devem começar a fazer parte dos estudos para um futuro breve...
Um abraço
Silvia OSSO
Investir em recursos humanos gera valor à empresa

Embora ainda haja empresas contrárias à idéia, o sentimento de que o orçamento alocado em capital intelectual deve ser considerado investimento e não custo está cada vez mais arraigado no mercado. Conforme apontado pelo relatório da equipe do Deutsche Bank, essa opinião parte do pressuposto de que ativos como habilidades, inovação e relações com o cliente proporcionam uma forte vantagem competitiva e geram valor às companhias, informou o site InfoMoney.

"O capital intelectual - desde patentes e habilidades da equipe até a relação com os clientes - se tornou o mais importante fator de sucesso de um negócio", afirma o banco.

Capital intelectual
Para entender o ponto de vista do Deutsche Bank, é importante saber que a definição de capital intelectual engloba todos os ativos intangíveis em uma organização, separados em três classificações principais (embora elas se misturem entre si): capital humano, capital estrutural e capital de relação.

O capital humano se refere às habilidades técnicas, competências sociais e motivações da administração e dos funcionários, além das patentes e direitos autorais. Isso significa que ele é a fonte de inovação e renovação da companhia.

Nesse sentido, o capital estrutural é definido como a estrutura organizacional e os processos que tornam possível o desenvolvimento e aplicação do capital humano dentro da empresa, ou seja, ele permite que o capital humano crie valor para a companhia.

A última classe, o capital de relação, se refere ao conhecimento e relacionamento com clientes e fornecedores, além da eficiência de recrutamento. Esse ativo é tão importante que alguns economistas afirmam que é nele que o fluxo de caixa começa.

Gerando valor
Ainda que seja difícil contabilizar, a partir da definição de capital intelectual já é possível perceber que os ativos intangíveis agregam valor aos produtos das empresas, seja através das técnicas utilizadas para sua fabricação, das inovações alcançadas ou do bom relacionamento com clientes.

Uma medida importante para a avaliação desses ativos e do valor econômico que os investimentos neles podem gerar é o desenvolvimento de relatórios, tanto internos, visando uma melhor gestão do capital intelectual, quanto externos, de forma a serem avaliados pelos demais stakeholders (investidores, clientes, comunidades).

De acordo com o Deutsche Bank, cada vez mais a comunidade internacional está adotando esse tipo de relatório, desde governos (Dinamarca, Japão e Alemanha) até organizações internacionais como a União Européia. No plano corporativo, já são mais de 150 empresas, principalmente as escandinavas e da Europa central.

Por fim, a importância dos investimentos em ativos intangíveis levou o banco a concluir que o mercado deveria "integrar rotineiramente a informação [sobre capital intelectual] em suas análises para melhor entender o potencial das companhias".

Atitude empreendedora: uma breve reflexão sobre a formação do empreendedor brasileiro

Shernews
Informativo da Sher Marketing - www.sher.com.br
agosto / 2008


“Atitude empreendedora: uma breve reflexão sobre a formação do empreendedor brasileiro ”

*Alexandre Moreno

Muito se fala em empreendedorismo, sobre ter um perfil empreendedor para construir a própria oportunidade de trabalho, ter o próprio negócio e de certa forma não ficar amercê de um mercado de trabalho cada vez mais restrito. O tema é fascinante e realmente aponta para um dos caminhos alternativos, que provavelmente nos próximos anos se torne regra. Porém, alguns questionamentos devem ser pontuados, o primeiro diz respeito ao conceito de empreendedorismo e das características de um empreendedor. A cultura do Brasil, o pensar, sentir e agir do país incentiva a construção do perfil do empreendedor?O segundo questionamento é o pano de fundo do terceiro: tornar-se empreendedor é conseqüência de conhecime ntos acadêmicos ou há necessidade de possuir valores interiores que viabilizem a construção desse perfil?

Afinal qual é cara do brasileiro? É como Macunaíma, o herói imortalizado por Mario de Andrade naobra Macunaíma o herói sem nenhum caráter, sem referenciais e sem características, que busca aproveitar o dia-a-dia de forma imediata, envolto pela sátira e pelo cômico. Talvez algunssejam assim, mas, existem reações diferentes em relação aos valores transmitidos pela cultura, principalmente em países, como o Brasil, que foram colônias e sentiram o choque da invasão, que estimulou os processos de hibridação e mestiçagem, que geram tanta diversidade e possibilidades.

Nesse cenário brasileiro hibrido onde o caos é sinônimo do dia-a-dia, o empreendedorismo pode ser a alternativa, por ser uma competência fundamental para o crescimento profissional, a manutenção da empregabilidade e a realização pessoal.

Para Bolson (2003) o empreendedorismo é um movimento educacional que objetiva o desenvolvimento de atitudes empreendedoras e mentes planejadoras. Um ponto importante que deve ser ressaltado é que o empreendedorismo tem que ser visto como uma atitude perante a vida, e portanto, quanto mais cedo for estimulado, melhor. Assim, a escola e a família tem grande influencia na formação de empreendedores, e são modelos para os que educam.

O empreendedorismo não é uma ciência, embora seja continuamente pesquisado. Dolabella (1999) credita isso a ausência de paradigmas, receitas e padrões que possam garantir que a partir de determinada situação haverá um empreendedor de sucesso. Mas o próprio Dolabella (1999:33) afirma que “o empreendedorismo é um fenômeno cultural, ou seja, é fruto dos hábitos, práticas e valores das pessoas”

De maneira geral o empreendedorismo relaciona-se à criação da idéia inovadora de negócio que cause impacto no ambiente organizacional. No Brasil, contrariando esse preceito, 58% dos empreendedores, segundo a Global Entrepreneurship Monitor (GEM), criam empreendimentos vinculados a segmentos tradicionais, pouco inovadores e com investimento inicial de pouca monta, tipicamente menos intensivos em necessidade de formalização, capital, tecnologia e conhecimento. Somente 2% acreditam que seu negócio será considerado completamente inovador e 85% julgam que o seu empreendimento não introduz novidades no mercado em que atuam.

Dolabella (1999), na obra O segredo de Luísa cita que uma das inspirações para escrever o livro foram experiências de empreendedores relatadas em salas de aula, histórias que se confundem a família, ao casamento, aos amores e desilusões, a história de sonhos que tornaram-se realidade. O autor destaca que o empreendedorismo é um fenômeno cultural, ou seja, empreendedores se desenvolvem por influência do meio em que vivem, pois pesquisas demonstram que os empreendedores têm sempre um modelo de negócios, alguém que os influencia.

Paulo Cezar Aragão, sócio da Barbosa, Müssnich e Aragão Advogados afirma que “Não existe um maneira certa de empreender. Existem várias erradas. Você vai aprendendo”.

Pode-se então afirmar que ninguém nasce empreendedor, pois as competências, ou seja, conhecimentos, habilidades e atitudes podem ser desenvolvidos através de aprimoramento técnico e administrativo, inteligência emocional e inteligência prática que o capacita para vislumbrar a formação de pequenas e médias empresas que impulsionem o desenvolvimento local e regional.

Pedro Moreira Salles, presidente do Unibanco é convincente ao afirmar que o empreendedor “Tem que ter ambição porque a pessoa vai ter que abrir mão de alguns confortos, principalmente o contracheque no fim do mês” (Instituto Empreender Endeavor 2005: 46). Porém, não necessariamente o empreendedor abre mão do contracheque já que pode atuar dentro de uma organização, que não seja sua, mas utilizando todo seu potencial e obtendo prestigio e status.

Para o empreendedor, o ser é mais importante que os saber. A empresa é a materialização dos nossos sonhos. É a projeção de nossa imagem interior, do nosso intimo, do nosso ser em sua forma total. O estudo do comportamento do empreendedor é considerado hoje fonte de novas formas de compreensão do ser humano em seu processo de criação de riquezas e de realização pessoal. Dessa perspectiva, o empreendedor é visto também como um campo intensamente relacionado com o processo de entendimento e construção da liberdade humana... (Dolabela 2006: 67)

Outro ponto fundamental é que empreender não é necessariamente uma atitude de criar um novo negócio, você pode empreender dentro da sua organização, são os intraempreendedores ou intrapreneur designativo da pessoa que, dentro de uma grande corporação, assume a responsabilidade direta de transformar uma idéia ou projeto em produto lucrativo. O empresário José Oscar Constantino diretor da rede de calçados Oscar Calçados, no Vale do Paraíba/SP, disse certa vez que se tivesse que escolher entre um colaborador técnico e um intraempreendedor ficaria com o segundo. O motivo? Ele administraria o seu departamento ou a área que lhe compete coma visão do dono do negócio.

Para Dornelas (2001) “Temos muito a fazer e isso mostra que nossos empreendedores de sucesso são verdadeiros heróis, já que apesar de tudo, conseguem vencer e atingir seus objetivos”. Segundo ele, grande parte dos empreendedores estão tentando sobreviver primeiro e depois competir, ousar e crescer.

E para finalizar esse artigo sobre empreendedorismo lanço uma pequena semente para a reflexão e afirmo que a nascente do problema pode ser novamente a educação, Paulo Freire, grande educador, a discute, especificamente sobre a formal na escola, e afirma que a escola não é um lugar para estudar, mas para se encontrar, confrontar-se com o outro, discutir, fazer política. Deve também gerar insatisfação com o já dito, o já sabido, o já estabelecido.

Porém, o que acontece é que os brasileiros ainda utilizam-se, apenas, de seus dons, sua vontade, sua pequena economia e sua fé para montar seu negócio, faltando-lhe o essencial que é o aprimoramento técnico, administrativo, e o relacionamento e trato com as pessoas, que podem ser estimulados e originados na formação acadêmica.


Alexandre Moreno, engenheiro, especialista em marketing mestrando em Gestão de Pessoas e coach em formação pelo ICI.

Boletim Semanal RH.com.br - Ano 11 - Edição 426

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Boletim Semanal RH.com.br - Ano 11 - Edição 426 - 05/08/2008

Olá!
Atravessamos virtualmente o Oceano Atlântico para entrevistar o professor Dr. Pedro Zany Caldeira, da Universidade de Évora - Portugal. Confira a entrevista desta semana!

Um abraço, Willyans Coelho.
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Leia também:
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MBA com Vito Corleone.

MBA com Vito Corleone.

"Você tem a opção de nadar com os tubarões ou dormir com os peixes. Você não consegue fazer as duas coisas!" Ditado Siciliano, versão BizRevolution = LIDERE, SIGA, ou SAIA DO CAMINHO!

Querida(o) Amiga(o),

"Somos todos filhos de Marlon Brando", disse certa vez Jack Nicholson. E ele estava certo. Nada supera o Poderoso Chefão, nada supera Marlon Brando e a sua expressão facial e entonação de voz na pele de Vito Corleone, chefe de uma das mais poderosas famílias da máfia americana.

O Poderoso Chefão é o MELHOR FILME da história do cinema. E o mais influente.

Você aprende mais sobre cinema assistindo vinte vezes aos filmes da trilogia do Poderoso Chefão do que sendo aluno de qualquer curso de cinema que exista por aí. O filme é um prato cheio para os aprendizes de cineastas, e igualmente fantástico para aqueles que querem vencer no mundo dos negócios.

O Poderoso Chefão não é um filme sobre a máfia. A propósito, a palavra "máfia" sequer é mencionada durante as quase nove horas de duração da trilogia. O Poderoso Chefão é um filme sobre um garoto pobre que chega à América, trabalha duro, começa o seu próprio negócio, cria seu próprio código de ética e moral para enfrentar o preconceito contra imigrantes, prospera criando uma marca própria baseada em marketing de relacionamento 1-a-1, passa o conglomerado de empresas para os filhos, se vê frente a frente, diversas vezes, com o desafio de lidar com a concorrência (que literalmente mata o adversário), lidar com a chegada de uma nova tecnologia (a cocaína) que está prestes a obsoletar os velhos negócios (prostituição e jogos), e pior de tudo, lidar com a truculência dos executivos mais jovens que ansiosos por ganhar dinheiro rapidamente, desrespeitam os valores originais cunhados pelas famílias sicilianas.

O filme se passa no Sicili-con Valley em Nova Iorque, o Vale dos Sicilianos. Por favor, não confunda com o Silicon Valley da Califórnia. Ou melhor, confunda. No final do dia é tudo a mesma coisa. Trabalho duro, concorrência predatória, funcionários fiéis a quem paga mais, falta de legislação, governo de fora porque não entende o que acontece, governo de dentro porque depende dos negócios dos caras, necessidade constante de inovação e eterno conflito entre os visionários e os milionários.

O Poderoso Chefão é apenas um filme, e um filme não consegue mudar o mundo, mas as pessoas que assistem conseguem. Portanto, preste atenção aos ensinamentos de Don Corleone, e torne-se um MBA em nadar com os tubarões.

1. Você não pode fugir do seu destino (ou pode?). Longe dos conflitos da Sicília, Vito Corleone tenta levar uma vida pacata em Nova Iorque. Arruma um emprego honesto de faxineiro de uma mercearia, vira pai de quatro filhos, dedica-se inteiramente a esposa, come macarronada aos domingos e assiste pacificamente as paradas religiosas que celebram os santos italianos. Mas um dia, o destino faz o verdadeiro Corleone despertar. Vendo o seu negócio honesto ser pressionado por um mafioso local, não pensa duas vezes, resolve eliminar a concorrência. Siciliano que é siciliano não tem problema algum em enfrentar os tubarões, não importa o tamanho.

Entretanto, ele nunca consegue sair do bairro italiano. Os sicilianos, vítimas dos mais diversos preconceitos, se fecham em suas próprias comunidades. O bairro cresce. O número de imigrantes (entenda-se VOTOS) chegam a América em número cada vez maior. Dono do pedaço, Corleone passa a influenciar milhares de votos, e com isso passa a controlar dezenas de políticos, que passam a trocar favores com os negócios dos Corleones.

Onde está a lição nessa história? Assuma quem você é, faça negócios com aqueles que se parecem com você, fortaleça a sua própria comunidade. Através da força da sua comunidade você conseguirá alcançar novos territórios.

Dando uma de Jordão Nostradamus, eu acredito que “Em cinco anos, 2013, NINGUÉM vai conseguir vender NADA fora das suas comunidades! TODOS OS NEGÓCIOS serão feitos por INDICAÇÃO! TODOS!” Ricardo Jordão Magalhães.

Nós estamos voltando para os tempos dos clãs, hordas, feudos, aldeias, tribos e comunidades; chame como quiser, mas NINGUÉM vai fazer negócios com aqueles que não forem indicados por alguém que pertence a uma comunidade. Confiança será uma moeda que não se troca. Seja parte atuante de alguma comunidade, ou você vai ficar de fora do mundo dos negócios.

2. "Todos os navios devem navegar na mesma direção", disse Don Lucchesi para Michael Corleone no Poderoso Chefão 3. Marketing é sobre todos os envolvidos com a empresa falarem a mesma mensagem clara e simples em todos os momentos para toda a comunidade. Foi durante os anos de vida pacata que Vito Corleone selou o Código de Ética que viria a protegê-lo contra os preconceitos e falta de apoio do mundo externo. "Ela é bonita, mas para você. Eu só tenho olhos para a minha esposa e filhos", "Um italiano não deve abusar de outros italianos", "Nunca se esqueça de retornar um favor" e "Eu vou fazer uma oferta que ele não conseguirá recusar" formam os pilares da filosofia de Don Corleone.

Vivendo exatamente o que fala para todos, Vito Corleone consegue ao longo da sua história consolidar a imagem de parceiro que retorna favores, cidadão fiel a família e aos amigos, e principalmente, um homem de negócios íntegro, que está sempre pronto para VENDER.

Apesar da problemática que o acompanha, Corleone mantêm-se fiel as suas crenças. Os seus liderados sabem sempre o que se pode esperar dele. As suas decisões chegam até a ser previsíveis, não existe insegurança para os funcionários, não existem coisas do tipo, "O que será que o chefe está pensando hoje?", com isso, todos sabem para onde navegar.

No segundo filme da série, Vito Corleone convence Don Fanucci - mafioso pé de chinelo que extorquia os italianos do bairro - a aceitar 100 dólares ao invés dos 600 inicialmente exigidos. Corleone atinge o objetivo porque é firme com os argumentos cuidadosamente escolhidos depois de todo um trabalho de inteligência de marketing que sempre utiliza antes de iniciar as negociações para propor as suas ofertas irrecusáveis.

3. Mantenha a Inteligência de Marketing ao seu lado. Corleone está sempre preparado, atualizado e municiado de todas as informações importantes e relevantes que precisa antes de se encontrar com os seus adversários. Enquanto os seus concorrentes se cercam de guarda-costas truculentos, o que se vê ao lado de Vito Corleone é o seu "consigliere", conselheiro, Tom Hagen. Don Corleone, antes de tomar qualquer decisão, sempre consulta a sua inteligência de marketing.

Lição? Preparar-se como nunca antes de qualquer reunião. Nunca vá para uma reunião com uma folha em branco. Nunca vá para uma reunião desatualizado dos números, fatos, notícias, preocupações, desafios, informações sobre a personalidade da pessoa que você vai se encontrar. Aproxime a Inteligência de Marketing da sua posição.

Michael Corleone, o herdeiro, dez vezes mais paranóico que o pai, afasta o "consigliere" da posição que ocupava há décadas e substitui por um assassino implacável. Começa a ruína da família, e uma série de fracassos pessoais que terminam na destruição da família de Michael.

4. Não faça negócios com aqueles que só querem o seu dinheiro. Faça negócios com aqueles que têm os meus valores que você. Em uma cena divisora de águas, Corleone diz NÃO para uma proposta de negócios tentadora oferecida pelo turco Sollozzo porque ele não é compatível com os seus valores. Corleone pergunta "Por que eu mereço tanta generosidade?", Sollozzo responde "Porque você tem 1 milhão de dólares". Ao invés de ouvir uma resposta fria como essa, Corleone gostaria de ter ouvido algo como "Porque eu quero ser amigo do Don Corleone, porque eu acredito nos valores da sua família".

Todos os dias você perde alguma oportunidade de consolidar relacionamentos.

Uma pesquisa recente realizada pela Wharton University sobre o trabalho de um vendedor, mostra que 90% dos clientes atendidos por um vendedor NÃO SABEM o nome do vendedor que afirma categoricamente que conhece esses clientes.

Na pressa de cuidar da sua própria vida, tratamos os nossos clientes como profissionais, servindo-os apenas quando eles nos chamam, ao invés de chamá-los quando nem imaginam.

O mundo dos negócios é sobre comunidades, clãs e relacionamentos. É por isso que os restaurantes, campos de golf, resorts e bares estão cheios homens de negócios fechando negócios durante a hora do almoço ou jantar. Ninguém gosta de fazer negócios com pessoas que oferecem apenas os melhores preços. Mesmo quando isso acontece, ambas as partes continuam a procura de um parceiro em que possam confiar, e quando encontram, substituem imediatamente o parceiro que pensa apenas em dinheiro.

5. Tudo é pessoal nada é negócios. Em diferentes momentos do filme, os Corleones tentam justificar as suas ações afirmando que "Não é nada pessoal, é apenas negócios". Mas a grande verdade é que as decisões de negócios são sempre pessoais.

Até os bancos dão crédito para clientes baseados na ficha pessoal e não apenas em critérios técnicos relacionados solamente a dinheiro.

Portanto, na próxima vez que houver um corte de cabeças na sua empresa, o problema não é falta de demanda do mercado, ou qualquer fator externo maluco, o problema é a falta de competência do Zezinho X, Y e Z de colocar em prática uma estratégia que funcione.

6. "Durante toda a minha vida eu tentei subir na sociedade. Mas quanto mais eu subo, mas podre a sociedade fica. Onde termina esse inferno?", Michael Corleone no Poderoso Chefão 3. Durante toda a trilogia, as cenas de assassinatos sempre acontecem em meio a algum evento religioso. Michael elimina todos os seus concorrentes durante o batismo do sobrinho. Vito mata Don Fanucci durante uma festa religiosa. Fredo, irmão de Michael Corleone, morre enquanto reza a Ave Maria, Michael ganha a medalha do Papa enquanto pensa em todas as mortes que cometeu, o culto religioso está sempre implícito em todas as cenas em que a Máfia está em ação.

Por quê?

Porque o verdadeiro Poderoso Chefão da máfia não é o Vito Corleone, mas todos aqueles que transformaram as religiões do mundo em um business manipulador de multidões. O terceiro filme da série é uma denúncia ferrenha contra as mutretas realizadas pelo Banco do Vaticano nos anos setenta, e sobre o possível assassinato do Papa João Paulo 1o, que teve um dos papados mais curtos da história, 1 mês. A versão oficial do Vaticano diz que o papa morreu de ataque cardíaco ou algo do tipo, mas até hoje muitos têm certeza que João Paulo 1o foi assassinado porque descobriu os furtos cometidos por Roberto Calvi, conhecido como Banqueiro de Deus, chefe do Banco do Vaticano, e que depois foi assassinado pela Máfia Italiana. João Paulo 1o era o papa das reformas, e pretendia reformas as velhas crenças da igreja e acabar com a corrupção e envolvimento da igreja com os famosos da Europa. Ele não conseguiu cumprir a sua missão, e muito menos o seu sucessor, João Paulo 2o, sempre preocupado com questões cosméticas como aborto e homosexualismo.

No final do dia, os Corleones são apenas mais uma família, como a sua ou a minha, tentando ganhar a vida em uma mundo onde as cartas maiores estão marcadas.

É possível destruir as verdadeiras máfias do mundo??? SIM!!!! Basta mobilizar as nossas pequenas e revolucionárias comunidades locais em torno de uma cartilha ética e moral que poderia começar por "Ela é bonita, mas para você. Eu só tenho olhos para a minha esposa e filhos", "Um brasileiro não deve abusar de outros brasileiros", "Nunca se esqueça de retornar um favor" e "Eu vou fazer uma oferta que você não conseguirá recusar".

Capiche?!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

Ricardo Jordão Magalhães
Sempre Mafioso
E-Mail e Messenger:
ricardom@bizrevolution.com.br
BIZREVOLUTION

EU SOU FÃ DO SER HUMANO! E Você?

VIVER E EXISTIR

VIVER E EXISTIR

“Coloque isso como um selo sobre teu coração: o amor é tão forte quanto a morte."

Viktor Frankel

(*) Suely Pavan

Há alguns anos proferi uma palestra-trabalho para os membros do comitê de qualidade da empresa Kodak (os multiplicadores para os demais funcionários) em São José dos Campos. O tema que a diretoria solicitou que eu trabalhasse era “Resignificando Qualidade de Vida”. O título foi dado por mim, e no gerúndio mesmo, pois a vida é de certa forma resignificada a cada instante, em função das experiências vividas.

A empresa tinha um belíssimo programa de qualidade de vida para os seus funcionários, porém percebia que estes não se apropriavam do mesmo e delegavam para a empresa a qualidade de suas vidas. Eles haviam se esquecido que a vida, independentemente dos programas empresariais, é de cada um. Em conseqüência, eles não usufruíam dos benefícios do programa.

Por se tratar de uma palestra não convencional os temas protagônicos do grupo foram trabalhados à medida que surgiram. Por este motivo chamei esta modalidade viva de interação com as demandas da platéia de “palestra-trabalho”, hoje chamo de palestra interativa, embora os pressupostos metodológicos continuem os mesmos. Neste tipo de interatividade, que ocorre como na vida, não é possível saber de antemão o que o grupo quer e precisa trabalhar. Quem dirige este tipo de trabalho se depara a todo o momento com o imprevisto. O diretor do processo o vive junto com a platéia. Está a seu serviço, apenas. Quando não há exigências “modeladoras” externas advindas de áreas/pessoas que apenas querem enquadrar pessoas ao invés de desenvolvê-las, este tipo de trabalho costuma fluir. É preciso tempo para se conseguir o aquecimento adequado do grupo, e pela minha experiência com este tipo de trabalho quanto mais racional é uma platéia, maior é a necessidade do mesmo para o tema. Aquecimento neste contexto não é apenas um quebra-gelo como no treinamento tradicional, é feito a todo instante, aquece-se para o tema e temas que vão surgindo conforme o objetivo do trabalho.

Neste importante processo vivenciado entre a interação da diretora (no caso eu) com a platéia surgiu um impasse naquele grupo: A diferença entre viver e existir. Um dos participantes, inclusive lembrou-se de um texto (se não me falhe a memória em italiano) que ele havia traduzido. Neste texto falava-se de um cemitério diferente. As pedras sobre os túmulos significavam o tempo que as pessoas lá enterradas haviam de fato existido. Haviam pessoas, por exemplo, que tinham morrido com oitenta e poucos anos, mas que haviam existido apenas cinco.

Chegamos à conclusão que todos nós temos direito à vida, mas poucos, muito poucos mesmo se permitem existir. Existir é dar um significado ou sentido àquilo que biologicamente tem um prazo de validade: a vida.

Quem dá sentido à vida sabe que um dia nasceu e sem aviso prévio um dia irá morrer. O prazo entre estes dois fenômenos é que faz toda a diferença. Podemos viver simplesmente nos alimentando, e deitados sobre uma cama, 24 horas de nosso dia. Ou então viver no piloto automático, como a maioria dos seres humanos faz hoje no planeta. Vive para trabalhar, ou para estudar, ou para qualquer coisa. Aliás, se perguntarmos: Pra quê você vive? Muita gente demorará um tempo enorme pra responder!

São pessoas que vão vivendo. Acordam pela manhã dão um beijinho sem graça na esposa ou marido. Depois automaticamente tomam posse do carro na garagem e se dirigem também automaticamente para os seus trabalhos. Ou então se espremem em ônibus ou outros meios de transportes, achando que todos os dias fazem a mesma coisa. Pessoas que nunca prestam atenção alguma aos caminhos que fazem. Que raramente percebem que o caminho pode ser o mesmo, mas que a paisagem muda a todo o segundo. Pessoas que delegam suas vidas e escolhas para as empresas,as opiniões alheias e são consumidoras ávidas de produtos e serviços que tiram o seu poder pessoal. Aquelas que vivem pedindo “dicas” de como podem se comportar no trabalho,em casa ou na entrevista de emprego, são exemplos claros desta mecanização da vida.

Automaticamente também elas fazem as atividades pelas quais são pagas por seus empregadores. E se algum repórter desavisado lhes perguntar de chofre: Qual é o sentido e o significado de seu trabalho? Poucos serão aqueles que responderão facilmente. As respostas mais prováveis serão: trabalho para pagar as contas; trabalho para levar uma vida boa; trabalho porque eu gosto; e outras do mesmo “naipe”. Porém, o sentido e o significado do trabalho em sua existência, serão lembrados por poucos, muito poucos. Muita gente ainda confunde sentido com utilidade. Sentido é algo maior, pertence à esfera dos sonhos, dos desejos que se quer realizar. Pertence àqueles que acreditam na possibilidade do futuro. Os utópicos.

Embora a vida seja um presente, dá sentido a ela apenas aquele que consegue imaginar-se no futuro. É esta possibilidade que nos faz atravessar os obstáculos inerentes à própria vida no presente.

Viktor Frankl o psiquiatra austríaco que ficou durante a II guerra mundial no campo de concentração de Auschwitz, descreveu suas experiências no livro “Em Busca de Sentido”, criando desta forma o seu método terapêutico chamado logoterapia. Viktor conta neste livro que ao chegar do trem em Auschwitz traçou três metas:

  • Sobreviver
  • Usar suas habilidades médicas para ajudar
  • Aprender alguma coisa

Frankl também observou que a maioria dos prisioneiros era executada logo após a sua chegada. E que aqueles que como ele sobreviviam tinham um traço em comum: Todos sem exceção, tinham algo a fazer em seu futuro, fora dos campos de concentração. Esta visão do futuro ou sentido para a vida era o que os fazia sobreviver. Ele mesmo escreve em seu livro a seguinte história:

“Dois homens pretendiam se suicidar; era um acontecimento comum aqui no campo. Seus amigos, literalmente, salvaram suas vidas lembrando-lhes de seus futuros. Para um, o seu filho que o adorava e que o esperava num país seguro. Para o outro era uma coisa, não uma pessoa. Esse homem era um cientista que havia escrito uma série de livros que ainda precisava ser terminada. Seu trabalho não poderia ser feito por ninguém mais. E quando foram lembrados de suas responsabilidades para com o futuro eles aceitaram e tiveram forças para agüentar e sobreviver”.

O mesmo ocorreu com ele, conforme escreveu:

Quase em pranto pela dor eu continuava pensando nos inúmeros pequenos problemas de nossa vida miserável, o que havia para comer à noite? Se vier um pedaço de salsicha como ração extra devo trocá-la por um pedaço de pão? Devo trocar meu último cigarro - que foi o resto de um presente que eu recebi há duas semanas – por um prato de sopa? Como posso arrumar um pedaço de arame para substituir o outro que amarrava um dos meus sapatos? Quem poderia me arranjar trabalho no campo em lugar de ter de agüentar essa marcha diária terrivelmente longa? Fiquei aborrecido com a situação das coisas que me obrigava a pensar todo dia e toda hora somente nessas coisas banais. Eu forcei a minha mente para mudar para outro assunto. De repente, eu me vi no palco de um auditório bem iluminado, quente e muito agradável. Diante de mim havia uma platéia atenta em cadeiras estofadas confortáveis. Eu estava dando uma palestra sobre a psicologia no campo de concentração. Com este método eu consegui, de certo modo, passar por cima da situação, por cima do sofrimento daqueles dias".

...Frankl observou que, de todos os prisioneiros, os que melhor conservavam o autodomínio e a sanidade eram aqueles que tinham um forte senso de dever, de missão, de obrigação. A obrigação podia ser para com uma fé religiosa: o prisioneiro crente, com os olhos voltados para o julgamento divino, passava por cima das misérias do momento. Podia ser para com uma causa política, social, cultural: as humilhações e tormentos tornavam-se etapas no caminho da vitória. Podia ser, sobretudo, para com um ser humano individual, objeto de amor e cuidados: os que tinham parentes fora do campo eram mantidos vivos pela esperança do reencontro. Qualquer que fosse a missão a ser cumprida, ela transfigurava a situação, infundindo um sentido ao nonsense do presente. Esse senso de dever era a manifestação concreta do amor - o amor pelo qual um homem se liberta da sua prisão externa e interna, indo em direção àquilo que o torna maior que ele mesmo....(**)

No seu livro “Man’s Search for Meaning”, ele conta uma das experiências interiores que o levaram à descoberta do sentido da vida:

"Um pensamento me traspassou: pela primeira vez em minha vida enxerguei a verdade tal como fora cantada por tantos poetas, proclamada como verdade derradeira por tantos pensadores. A verdade de que o amor é o derradeiro e mais alto objetivo a que o homem pode aspirar. Então captei o sentido do maior segredo que a poesia humana e o pensamento humano têm a transmitir: a salvação do homem é através do amor e no amor. Compreendi como um homem a quem nada foi deixado neste mundo pode ainda conhecer a bem-aventurança, ainda que seja apenas por um breve momento, na contemplação da sua bem-amada. Numa condição de profunda desolação, quando um homem não pode mais se expressar em ação positiva, quando sua única realização pode consistir em suportar seus sofrimentos da maneira correta - de uma maneira honrada -, em tal condição o homem pode, através da contemplação amorosa da imagem que ele traz de sua bem-amada, encontrar a plenitude. Pela primeira vez em minha vida, eu era capaz de compreender as palavras: 'Os anjos estão imersos na perpétua contemplação de uma glória infinita'., "

O sentido da vida é a própria razão de nosso existir. É o que nos tira da automação, é o que nos torna fortes. É algo sempre muito maior do que nós mesmos, é o que não nos deixa sucumbir e principalmente perder as esperanças. É aquilo que nos transcende. Viver sem sentido é pilotar um corpo sem rumo.

Foi com este sentimento de “sentido” que vim dirigindo de São José dos Campos para São Paulo, cantarolando ao som da valsa “Danúbio Azul”. O sentimento era de missão cumprida. A impressão que tinha é que havia feito exatamente o que minha alma disse que era para fazer.

Muitos trabalhos assim, eu já fiz em minha vida profissional. Trabalhos fluentes e gostosos. Nele o grupo se desenvolve, apesar da cara amarrada de alguns, aqueles que eu citei no início deste texto. Mas caras amarradas de gente enquadradora e que só busca modelos de comportamento, não tiram o sentido de vida de ninguém, como nos mostra novamente Viktor Frankl:

... Dirigindo-se a um público universitário norte-americano, Viktor Frankl pronunciou estas palavras onde a lucidez se alia a uma coragem intelectual fora do comum:

"Não foram apenas alguns ministérios de Berlim que inventaram as câmaras de gás de Maidanek, Auschwitz, Treblinka: elas foram preparadas nos escritórios e salas de aula de cientistas e filósofos niilistas, entre os quais se contavam e contam alguns pensadores anglo-saxônicos laureados com o Prêmio Nobel. É que, se a vida humana não passa do insignificante produto acidental de umas moléculas de proteína, pouco importa que um psicopata seja eliminado como inútil e que ao psicopata se acrescentem mais uns quantos povos inferiores: tudo isto não é senão raciocínio lógico e conseqüente." (Sêde de Sentido, trad. Henrique Elfes, São Paulo, Quadrante, 1989, p. 45.)...(**)

Com declarações desse tipo, ele pegava pela goela os orgulhosos intelectuais denunciadores da barbárie e lhes devolvia seu discurso de acusação, desmascarando a futilidade suicida de teorias que não assumem a responsabilidade de suas conseqüências históricas. Pois o mal do mundo não vem só de baixo, das causas econômicas, políticas e militares que a aliança acadêmica do pedantismo com o simplismo consagrou como explicações de tudo. Vem de cima, vem do espírito humano que aceita ou rejeita o sentido da vida e assim determina, às vezes com trágica inconseqüência, o destino das gerações futuras(**)

Os grifos são meus!

(*) Este texto poderá ser utilizado em outros veículos desde que se mantenha a autoria e a forma de contato: www.pavandesenvolvimento.com.br

(**)http://www.oindividuo.com/convidado/olavo1.htm

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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Cultura de valor: os novos desafios da gestão de pessoas




Cultura de valor: os novos desafios da gestão de pessoas

Luiz Augusto Costa Leite

Cada parte tem de trabalhar "com" e "para" a outra. É assim que devem ser as articulações entre o homem, seu ambiente de trabalho e o mundo
A organização que pratica uma cultura de valor é aquela em que todos - e cada um - se envolvem no atendimento de interesses comuns de seus ambientes e relacionamentos. Não basta buscar a excelência em um ou alguns objetos de sua missão. Acionistas, clientes, recursos humanos, sociedade e demais stakeholders devem ser tratados de forma integrada nas estratégias, nos sistemas, produtos e serviços. Administrar tantas atividades requer uma cultura que oriente, dê sinergia e assegure resultados - uma cultura de valor.

Neste período de intensa transição em todos os sistemas que governam a humanidade, só existe uma âncora que mantém equilíbrio entre tantos paradoxos, incertezas e fluxos desordenados: o elemento humano. No entanto, se não for criada uma cultura em que tudo isso se processe adequadamente, suas intervenções perderão de vista o senso comum.

Não se trata mais de apenas encantar o cliente, remunerar o acionista, recompensar o trabalhador ou cumprir a legislação. Tudo isso foi importante no passado. Mas sabe-se, hoje, que cada parte tem de trabalhar "com" e "para" a outra, numa perspectiva de valor. É assim que devem se processar as articulações entre o homem, seu ambiente de trabalho e o mundo.

Considerando-se a gestão de pessoas nas organizações, o CONARH 2008 estará discutindo, procurando e encontrando soluções, demonstrando resultados e, acima de tudo, propondo idéias para ação. Não basta o discurso bem intencionado sobre os valores de uma cultura de valor. É preciso identificar quem adiciona valor a quem, por que o faz, que instrumentos utiliza e quais são os fins desejados.

A primeira instância desse processo é a inspiração. Desenhar modelos, liderar pelo exemplo, procurar nos outros a razão de si mesmo, levar aos outros suas propostas de valor, construir estratégias, dar, enfim, um sentido para a cultura de valor. Processo e produto, recurso e resultado, formato e conteúdo já não são mais distintos ou, por vezes, conflitantes. Se os modelos mentais forem abertos para a mútua influência, as fronteiras se dissipam e a inspiração passa a substituir a delegação de conveniências localizadas.

A seguir, vem o engajamento, no lugar do simples envolvimento e muito além da tradicional participação. Talento exige engajamento, valor cultural dos profissionais desta geração. As organizações que insistirem em sistemas convencionais de recompensa provavelmente deixarão de atrair os talentos essenciais para a diferenciação competitiva. Uma cultura de valor é baseada em compromisso, responsabilidade e perspectiva alongada.

O terceiro elemento é a superação, aqui entendida como obtenção de resultados cada vez mais desafiantes, voltados para a próxima fronteira e não para o que conseguimos ontem. Todos falam em complexidade, como se isso somente se referisse ao processo decisório. Na verdade, o processo decisório, o foco dos investimentos em capital humano e a intensidade do crescimento estão apoiados na necessidade de superar os padrões estabelecidos, mudar o status quo, redirecionar os alvos e reconhecer novos integrantes das relações de custo-benefício. Superação é mais que evolução; é esforço permanente.

A expressão valor deixa, assim, de ter cunho marcadamente econômico, para integrar as diversas dimensões do desempenho. A gestão de pessoas deve, portanto, transformá-lo em essência da cultura, predicado de uma organização de sucesso e determinante do resultado.

Luiz Augusto Costa Leite é coordenador do comitê de criação do CONARH 2008 - 34º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas





- Entre candidatos e avatares
- Como inspirar, engajar e superar na gestão de pessoas
- Fora da sala de aula
- Um leve suflê de cenouras