segunda-feira, 14 de julho de 2008

Informativo Atender Bem - 218º Edição

Caso não consiga visualizar clique no link http://www.atenderbem.com.br/boletim/2009/informativo_218.htm

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Não merece o doce quem não experimentou o amargo”.

- Erasmo de Roterdão - Humanista/Pedagogo, Holanda

Editorial
14 de julho de 2008
218° edição - Ano VI

Olá! Profissionais,

Fazendo coisas grandiosas
A Linha 10 - Turquesa da CPTM ocupa o trecho entre as estações Luz e Rio Grande da Serra, ou seja, liga a região central de São Paulo ao ABC Paulista (região tradicionalmente industrial).

Foi construída pela extinta São Paulo Railway, posteriormente Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, inaugurada em 1867.
Na década de 1940, meu avô materno foi um dos imigrantes que ajudou a eletrificá-la. Não me recordo de ouvi-lo falar sobre o trabalho que desenvolvia na ferrovia, no entanto demonstrava muito orgulho por tê-lo feito. Se foi um trabalhador braçal, um eletricista ou assistente do engenheiro chefe, nunca vou saber, pois já se foi.
Às vezes achamos que nosso trabalho não tem muito valor, mas de repente pode se tornar algo grandioso. Será que valorizamos nosso próprio trabalho?
Para meu avô, a estrada de ferro era, com toda certeza, mais que um lugar para se trabalhar. Hoje, no retrato sépia e degradado, ainda dá pra se ver um enorme sorriso de satisfação.

Ouvir:
http://www.atenderbem.com.br/podcast/grandioso.mp3

Um forte abraço e uma ótima semana,

Débora Martins
Editora de conteúdo
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Artigos e Dicas

Planejamento: a chave para um treinamento eficaz

por Débora Martins

Já é mais do que sabido que amontoar os colaboradores dentro de uma sala e chamar isto de treinamento é uma idéia inadmissível.
E leve-se em conta que muitos gestores ainda pensam assim, blá, blá, blá... Aliás, o objetivo não é falar mal de ninguém e sim propor melhorias significativas na qualidade da educação corporativa em sua empresa.
Para quem pretende obter resultados sérios e mensuráveis, nada mais importante que planejar.
Pois é, em artigos anteriores já abordamos a importância do levantamento das necessidades, para garantir que os objetivos e missão da empresa sejam transmitidos com realismo e ética durante o desenvolvimento do trabalho.
Hoje iremos falar sobre planejamento, etapa realizada em seguida e com base no levantamento de necessidades.
Podemos desenvolver tal etapa embasados na ferramenta da metodologia da gestão da qualidade conhecida como 6W2H, melhor adaptada como 6W3H, fica mais fácil compreender os seguintes passos:

Why - Por que:
O porquê do treinamento: quais os objetivos e resultados esperados.

What - O que:
O que deve ser ensinado: conteúdo do treinamento. Isto também inclui valores a serem transmitidos pelo instrutor.

Where - Onde:
Onde deve ser ensinado: local de treinamento/infra-estrutura necessária. Devem-se levar em conta diversos fatores que podem estimular o aprendizado ou desmotivar os treinandos.

Who - Quem:
Quem deve ensinar: instrutor/qualificação e conhecimento do assunto. Hoje é importante também avaliar outros fatores como criatividade, relacionamento e dinamismo. O poder de cativar para ensinar.

For Whom - Para quem:
Quem deve aprender: treinandos (com seu devido histórico).

When - Quando:
Quando deve ser ensinado: época ou periodicidade. Um trabalho que se inicia em sala deve ter continuidade com a adoção de um calendário para novos treinamentos ou por meio de reuniões periódicas.

How - Como:
Como se deve ensinar: métodos e recursos instrucionais.

How much - Quanto:
Quanto deve ser gasto: volume de recursos financeiros. A empresa deve encarar e transmitir aos colaboradores que se trata de um investimento, não um custo.

How many - Quanto:
Quanto treinar: duração e intensidade.

Podemos também utilizar a metodologia que melhor se encaixa à realidade da empresa. É o que geralmente sugiro aos meus clientes.
Um programa de treinamento pode, quando bem estruturado, proporcionar o estudo e análise das necessidades de treinamento e suas aplicações.
Assim, é possível definir prioridades e novas formas de treinamento considerando a relação custo-benefício, viabilidade, etc., além de permitir a elaboração de planos de treinamento para curto, médio e longo prazos, integrando-os às metas globais da empresa. Com planejamento todos ganham.

Visite o blog: http://deboramartins.blogspot.com

Este e-mail é enviado de acordo com o "Guia de Boas Maneiras" para e-mail
marketing da ABEMD - Associação Brasileira de Marketing Direto. Clique no
link para conhecê-lo: http://www.abemd.org.br/boasmaneiras.htm

COMO RETER TALENTOS

COMO RETER TALENTOS

Suely Pavan(*)

A retenção de talentos tem tirado o sono de executivos, empresários e profissionais de recursos humanos.

Este fato se deve ao aquecimento econômico e à conseqüente melhoria do mercado de trabalho.

Hoje os profissionais conseguem mudar de emprego com maior facilidade, e daí surge a necessidade por parte da empresa de gerar mecanismos de retenção de talentos.

Se nos tempos do desemprego cabia ao desempregado qualificar-se, atualmente cabe às empresas qualificarem-se e se desenvolverem como gestoras de pessoas.

A gestão de pessoas começa na melhoria dos processos seletivos e na qualidade profissional dos selecionadores. Ninguém que hoje busque uma nova colocação no mercado irá se submeter a um profissional despreparado no momento da entrevista, por exemplo.

Retenção de talentos não combina com amadorismo profissional!

Muitas empresas ainda procuram uma fórmula mágica para reter talentos, esquecendo-se que cada empresa, em função de suas peculiaridades, deve montar a sua própria estratégia de retenção. Para isto poderá seguir os passos que serão descritos a seguir, antes que seus talentos e colaboradores se debandem para outras empresas!

PASSO 1) O QUE SÃO TALENTOS?

Muitas empresas ainda confundem...continue a ler este texto

Especialista analisa o momento ideal para fazer uma pós-graduação

Especialista analisa o momento ideal para fazer uma pós-graduação


InfoMoney

SÃO PAULO - 'Escolher quando fazer uma pós-graduação é tão importante quanto decidir que curso fazer e onde cursá-lo', afirmou Celina Beatriz Gazeti, especialista em gestão de talentos da Vox Solutions, uma empresa do CLIV Solution Group.

Ao ser questionada sobre se é positivo cursar uma pós-graduação logo após o término da faculdade, ela recomenda ao recém-formado que não se impressione com o apelo da mídia e os modismos, ou ainda com a pressão para 'arrumar um emprego'.

'Somente se decida por uma especialização quando souber, realmente, o que deseja para sua vida profissional', disse, em referência às inúmeras opções de segmentos existentes em cada área de atuação.

Você sabe o que quer de sua vida?

Para Celina, se o recém-formado nunca trabalhou, não tem experiência alguma e parte para uma pós-graduação, faz pouca diferença, já que continuará alimentando somente o conhecimento teórico. 'Vale a pena pensar em fazer pós-graduação imediatamente à graduação quando o estudante já fez estágios, está inserido no mercado de trabalho e, acima de tudo, tem certeza da área em que deseja se especializar', garante.

A especialista lembra que é fundamental ter equilíbrio entre os estudos e o trabalho. 'Não é nada produtivo fazer um curso depois do outro sem ter experiência. Trabalhar em boas empresas pode fornecer subsídios para que o recém-formado consiga fazer as melhores escolhas, não só quanto aos cursos de complementação e especialização, mas principalmente com relação à área de atuação, o que é o mais importante'.

É essencial ainda, para os novatos, compensar a falta de experiência profissional, ao cursar a pós. 'Caso decida cursar a pós-graduação imediatamente à graduação, lembre-se de compensar a falta de experiência com a energia, a curiosidade e a gana, próprias do recém-formado. Fique de olho no networking estabelecido no curso para conseguir oportunidades de trabalho', aconselha.

Dicas para impulsionar a carreira


Celina finaliza com uma série de dicas para impulsionar sua carreira:

  • Faça o que gosta e faça com paixão;
  • Preste atenção a sua volta, aprenda com os acertos e, principalmente, com os erros dos outros;
  • Seja ético;
  • Esteja disponível e se faça notar;
  • Planeje o futuro;
  • Leia tudo que cair em suas mãos;
  • Desenvolva a competência da inter-relação. Esta é uma competência universal;
  • Escolha um mentor;
  • Busque o auto-conhecimento, permanentemente;
  • Aprimore seu inglês, estude espanhol e esforce-se para aprender mandarim (os chineses tomarão conta do mercado!);
  • Não deixe de estudar, faça cursos de extensão, cursos livres e participe de grupos de estudos;
  • Nunca faça uma pós-graduação ou MBA só porque já trabalha naquele segmento. Você tem tempo e é agora, no início da carreira, que deve buscar se especializar naquilo que faz melhor e no que gosta de verdade;

Boletim RHPortal - Tema: Gestão de Conflitos

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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Prevenção de conflitos na empresa: é preciso ter percepção e saber motivar mudanças

Prevenção de conflitos na empresa: é preciso ter percepção e saber motivar mudanças

Por Sandra Cruz* - SOMA Agência

Para falarmos sobre prevenção de conflitos, creio ser oportuno começarmos por entender o que é conflito e por que eles surgem. Uma das definições mais elucidativas que já ouvi diz que conflito é “qualquer situação onde exista uma oposição pessoal, interpessoal ou grupal sobre algum interesse ou valor. Essas oposições surgem quando as pessoas contestam idéias, atitudes e/ou comportamentos, se apegam aos seus pontos de vista e lutam por eles, muitas vezes de forma irracional.”

Sabemos que os conflitos se originam no processo de comunicação humana, na maioria das vezes, inconscientemente. De forma geral, não temos a intenção de gerar ou participar de uma situação conflituosa e desgastante. Mesmo assim, freqüentemente nos damos conta de que já estamos envolvidos em uma dessas situações, sem saber exatamente como ela começou.

Para aprofundar um pouco mais este tema, precisamos entender melhor o processo básico de comunicação, o qual surge da interação e da intenção do emissor em transmitir uma mensagem ao(s) receptor (es), independente do meio que se utiliza para tal. Parece simples, não é mesmo? Porém, o que vemos acontecer, na prática, é uma grande dificuldade em se atingir este objetivo.

Geralmente, não somos bem compreendidos porque não conseguimos transmitir assertivamente aquilo que pretendemos. E para quem não sabe muito bem o que é assertividade pela recente banalização deste termo, vale lembrar que é ter a capacidade de expor – de maneira clara, madura e não-agressiva – o que se pensa, sente ou quer. Mas como somos “formatados” desde crianças para buscar aceitação social, acabamos dizendo aquilo que o outro gostaria de ouvir, o que nem sempre corresponde ao que gostaríamos de falar.

Olhando agora a questão sob outra perspectiva percebemos que, quando falamos, tendemos a partir do pressuposto que o outro está recebendo nossa mensagem da forma como a concebemos, ou seja, sem nenhuma interpretação pessoal. No entanto, nossas palavras são captadas por nosso interlocutor passando obrigatoriamente por seus filtros mentais, que por sua vez são fruto de suas referências e experiências anteriores, as quais decididamente não são semelhantes às nossas. Pessoas distintas, mundos distintos... Quando nos expressamos estamos colocando em palavras (além, é claro, da linguagem não verbal) nosso mundo interno, composto por idéias, pensamentos, sentimentos, sensações, intuições, valores e crenças pessoais. Em outras palavras, nossa comunicação verbal e não-verbal é a representação do nosso mundo interno interagindo com o mundo externo.

Neste processo é comum e involuntário que usemos omissões, pois tentamos falar sobre uma experiência complexa e detalhada por meio de uma descrição verbal limitada, que fatalmente suprimirá uma grande parte da experiência em si.

Por outro lado, cada vez que ouvimos alguém, recorremos às nossas próprias experiências pessoais para fazer uma representação interna do que a outra pessoa fala para sermos capazes de compreendê-la. E isto ocorre o tempo todo, com todas as pessoas, acrescido das famosas generalizações e distorções que coroam o processo.

Bem, considerando somente estes fatores básicos de transmissão e processamento de mensagens já conseguimos vislumbrar o quão complexo é o processo de comunicação e como se torna fácil a geração de conflitos decorrentes do mesmo.

Ah, então nos basta conhecer um pouco melhor este processo e interferir conscientemente na qualidade de nossa fala para prevenirmos muitos conflitos, certo? Errado! As empresas investem altas somas em treinamentos de comunicação para seus colaboradores e os conflitos continuam brotando incessantemente nos ambientes corporativos.

Olhando de uma perspectiva ainda mais ampla, devemos admitir que conflitos são inevitáveis na vida em sociedade, de modo que tentar eliminá-los é simplesmente uma utopia. Aliás, vale ressaltar que eles não são necessariamente negativos. Em algumas situações promovem a oportunidade de crescimento e coesão entre as pessoas, permitindo o desenvolvimento de uma maior capacidade de compreensão, estímulo à mudança, motivação para resolver problemas, transformação de valores e, sobretudo, aprofundamento de relacionamentos. Mas tentar prevenir os excessos de conflitos (que se tornam grandes desperdiçadores de tempo e energia) e lidar com eles de forma inteligente é uma posição benéfica e realista.

Como podemos prevenir esses excessos, então? A meu ver, o caminho mais curto rumo a uma solução está em desenvolvermos a capacidade de sermos mais assertivos e de estabelecermos um ambiente de confiança com as pessoas com as quais convivemos, estimulando relacionamentos que abrem menos brechas a situações ambíguas. E como fazer isso? Desapegando-nos um pouco de nosso “ego” e nos apaixonando menos por nossas próprias idéias. Como pré-requisito a esta conquista, precisamos reavaliar como anda nossa maturidade emocional e nosso auto-conceito.

Observem que, quando defendemos nossas posições com unhas e dentes, muitas vezes de forma insana, uma série de significados implícitos, subliminares, está presente, nos proporcionando emoções que suprem fragilidades normalmente não percebidas ou, pelo menos, não admitidas por nós mesmos. E, se não as admitimos, não as resolvemos, e repetimos sempre o mesmo padrão de comportamento obtendo sempre os mesmos resultados.

Como podemos ver, a prevenção de conflitos começa na motivação pessoal de fazer uma auto-análise, por meio de um questionamento sincero sobre nossa capacidade de ouvir o outro verdadeira e completamente, sem precisar interrompê-lo ou contestá-lo antes mesmo que sua frase esteja terminada. Ou, ainda, observando como anda nossa capacidade de aceitar que os outros têm todo o direito de discordar de nossas idéias e pontos de vista, sem com isso nos sentirmos rejeitados, diminuídos ou incompreendidos.

Outro ponto importante na prevenção de conflitos é a real aceitação das inevitáveis diferenças que existem entre as mais diversas personalidades que povoam nossos ambientes sociais e a compreensão de que não existem verdade nem razão absoluta, somente verdades e razões pessoais, relativas, desenvolvidas a partir de um ponto de vista individual e único.

Sendo assim, percebo que no ambiente corporativo existem técnicas e teorias sobre este tema, que visam a minimizar as perdas de negócios geradas por conflitos declarados ou “mascarados” no ambiente de trabalho, que minam a lucratividade das empresas, a qualidade dos relacionamentos e o clima organizacional. No entanto, para que tais técnicas sejam bem utilizadas e alcancem seus objetivos adequadamente, precisamos estimular as pessoas a se abrirem a um processo reflexivo de auto-desenvolvimento, visando elevar a cada dia sua maturidade emocional, a qual alicerça nossas ações e comportamentos. Este foi, é e continuará sendo o grande desafio a ser enfrentado por quem busca prevenir conflitos em quaisquer ambientes sociais.

*Sandra Cruz é consultora de carreira da BSP Career (www.bspcareer.com.br ) em coaching, career counseling e gestão de carreira. Graduada em Letras pela UERJ, possui formação em Coaching Integrado pelo ICI – Integrated Coaching Institute e certificação como Master Practitioner e Trainer em PNL pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolingüística. Experiência profissional de mais de 20 anos em empresas nacionais e multinacionais onde ocupou cargos executivos nas áreas de Recursos Humanos, Administração e Finanças.

Gestão por processos: 5 passos para o sucesso e algumas armadilhas!

Gestão por processos: 5 passos para o sucesso e algumas armadilhas!

Por Marcelo Raducziner* - Versátil Comunicação Estratégica

Falar em processos é quase sinônimo de falar em eficiência, redução de custos e qualidade, por isso é recorrente na agenda de qualquer executivo. O atual dinamismo das organizações, aliado ao peso cada vez maior que a tecnologia exerce nos negócios, vem fazendo com que o tema processos e, mais recentemente, gestão por processos (Business Process Management, ou BPM) seja discutido e estudado com crescente interesse pelas empresas. Os principais fatores que tem contribuído para essa tendência são:

  • Aumento da demanda de mercado vem exigindo desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços de forma mais ágil e rápida.
  • Com a implantação de Sistemas Integrados de Gestão, os chamados ERPs, existe a necessidade prévia de mapeamento dos processos. Entretanto é muito comum a falta de alinhamento entre processos, mesmo depois da implantação sistema.
  • As regras e procedimentos organizacionais se mostram cada vez mais desatualizados devido ao ambiente de constante mudança. Em tal situação erros são cometidos ou decisões são postergadas por falta de uma orientação clara.
  • Maior freqüência de entrada e saída de profissionais (turnover) tem dificultado a gestão de conhecimento e a documentação das regras de negócio, gerando como resultado maior dificuldade como na integração e treinamento de novos colaboradores.


Os efeitos destas e outras situações têm levado um número crescente de empresas a buscar uma nova forma de gerenciar seus processos. Muitas começam pelo desenvolvimento e revisão das normas da organização ou ainda pelo mapeamento de processos. Entretanto, fazer isso de imediato é colocar o “carro na frente dos bois”.

Em vez disso, o ponto de partida inicial é identificar os processos relevantes e como devem ser operacionalizados com eficiência. Questões que podem ajudar nesta análise são:

  • Qual o dimensionamento de equipe ideal para a execução e o controle dos processos?
  • Qual o suporte adequado de ferramentas tecnológicas?
  • Quais os métodos de monitoramento e controle do desempenho a serem utilizados?
  • Qual é o nível de integração e interdependência entre processos?


A resposta a essas questões representa a adoção de uma visão abrangente por parte da organização sobre os seus processos e de como estão relacionados. Essa “visão” é o que chama de uma abordagem de BPM. Sua implantação deve considerar no mínimo cinco 5 diferentes passos fundamentais:

    1. Tradução do negócio em processos: É importante definir quais são os processos mais relevantes para a organização e aqueles que os suportam. Isso é possível a partir do entendimento da Visão Estratégica, como se pretende atuar e quais os diferenciais atuais e desejados para o futuro. Com isso, é possível construir o Mapa Geral de Processos da Organização.
    2. Mapeamento e detalhando os processos: A partir da definição do Mapa Geral de Processos inicia-se a priorização dos processos que serão detalhados. O mapeamento estruturado com a definição de padrões de documentação permite uma análise de todo o potencial de integração e automação possível. De forma complementar são identificados os atributos dos processos, o que permite, por exemplo, realizar estudos de custeio das atividades que compõe o processo, ou ainda dimensionar o tamanho da equipe que deverá realizá-lo.
    3. Definição de indicadores de desempenho: O objetivo do BPM é permitir a gestão dos processos, o que significa medir, atuar e melhorar! Assim, tão importante quanto mapear os processos é definir os indicadores de desempenho, além dos modelos de controle a serem utilizados.
    4. Gerando oportunidades de melhoria: A intenção é garantir um modelo de operação que não leve a retrabalho, perda de esforço e de eficiência, ou que gere altos custos ou ofereça riscos ao negócio. Para tal é necessário identificar as oportunidades de melhoria, que por sua vez seguem quatro alternativas básicas: incrementar, simplificar, automatizar ou eliminar. Enquanto que na primeira busca-se o ganho de escala, na última busca-se a simples exclusão da atividade ou transferência da mesma para terceiros.
    5. Implantando um novo modelo de gestão: O BPM não deve ser entendido como uma revisão de processos. A preocupação maior é assegurar melhores resultados e nesse caminho trata-se de uma mudança cultural. É necessária maior percepção das relações entre processos. Nesse sentido, não basta controlar os resultados dos processos, é preciso treinar e integrar as pessoas visando gerar fluxo de atividades mais equilibrado e de controles mais robustos.


É por causa desse último passo que a implantação de BPM deve ser tratada de forma planejada e orientada em resultados de curto, médio e longo prazo.

Como já dissemos, o BPM representa uma visão bem mais abrangente, onde a busca por ganhos está vinculada a um novo modelo de gestão. Colocar tal modelo em prática requer uma nova forma de analisar e decidir como será o dia-a-dia da organização de hoje, amanhã, na semana que vem, no próximo ano e assim por diante...


* Marcelo Raducziner - Sócio-Diretor Compass International www.compassbr.com.br - email: marceloraducziner@compassbr.com.br

News: Artigo, Palestra, Cultura, Cursos (Julho/2008)

Problema não é para ser solucionado...

Você já deve ter ouvido a expressão “preciso resolver o problema com o meu chefe” ou “preciso resolver o problema da minha família” com freqüência. Estamos sempre procurando soluções para os nossos problemas, acreditando, muitas vezes, que o problema está baseado no outro, ou no externo, e não em nós mesmos.


CULTURA

A Procura da Felicidade – baseado na histórial real de Chris Gardner (Will Smith), um vendedor com problemas pessoais e financeiros. Sua determinação surge ao participar de uma seleção para uma vaga de emprego. Com a sua habilidade de negociação, ele foi o candidato que melhor soube apresentar e vender produtos, resultando na sua efetivação. Chris é hoje uma lenda em Wall Street.


PENSE NISSO

"Se você está tentando persuadir as pessoas a fazerem algo, ou a comprarem algo, parece-me que você deveria usar a linguagem delas, a linguagem na qual elas pensam." David Ogilvy